Home  A Maçonaria  Institucional  Atividades sociais  Contatos  Galeria  Links

História

História

 

Na idade média, a Maçonaria era apelidada de operativa. Ou seja os detentores de ofícios “corporativos” sacralizavam a sua profissão emergente dos tradicionais trabalhos de campo de lavradores, ou de pastores. Algumas destas profissões como a de pedreiro ou de arquitecto (o que planeia, ou projecta o arco e o tecto) afiguram-se particularmente importantes, porque o trabalhar da pedra visando transformar a pedra bruta em pedra cúbica, adequada á construção impõe necessariamente um trabalho de interiorizarão sobre si próprio, em o que resultado, a obra prima externa, indicia um aperfeiçoamento interior, a nível da mestria do seu autor. Aliás lê-se na primeira epístola de São Pedro (II, 5) o conceito de que o trabalhador é também uma pedra viva sobre a qual e com a qual se edifica o edifício espiritual...tendo com referência o Templo de Salomão, ou seja o primeiro edifício físico em que a Arca da Aliança fica depositada de forma imobilizada e permanente. A ideia base é a arquitectura ou o plano da construção, o que implica o respeito de uma ideia ou concepção com regras e símbolos materializadas no concreto por pedras, colunas, tectos, paredes, tecidos, artefactos diversos, em que se transparecia o poder de autodomínio, e auto conhecimento de técnicas e segredos transmitidos ciosamente, por uma cadeia sucessiva de mestres de obras, que se tinham oportunamente iniciado nessa actividade operativa.

A vivência interior desses segredos, o auto aperfeiçoamento, a capacidade de realizar uma obra apreciada por qualquer um, nos seus aspectos exteriores, significa o indício de uma certa elite conceptual, bem diversa da comum dos guerreiros que visavam ainda que em auto defesa, a destruição aos inimigos, ou a dos lavradores e pastores que surgiam como sujeitos às leis da natureza. O maçon era pois um homem voltado para si, actuando em grupo homogéneo, inspirado em regras ancestrais que lhe tinham sido transmitidas por mestres de saberes e de valores Entrava-se nestes grupos depois de uma iniciação, era preciso ser escolhido, prestar provas e ser aceite nestas irmandades, que nada tinham de religioso (não eram nem monges nem sacerdotes), nada tinham de guerreiro (não eram soldados), nada tinham de senhorial (não pertenciam a nobreza), nem eram dependentes dos trabalhos e campo (não eram nem servos da gleba nem pastores) nem eram letrados ou eruditos.

Os Maçons ter-se-iam organizado lentamente talvez a partir de 1212, apenas com homens, reunidos em Strasbourg em 1275. Dispõe se de documentação relevante sobre estas especiais comunidades de maçons que se vão estruturando com base em declarações de princípios, de cartas e de outras formas do que hoje se considera a “auto regulação de interesses” em termos jurídicos, de “franchising” em termos económicos, e de “Lobby” em termos políticos.

Entre outros são citados
. 1212 London Assize of Wages (pedreiros)
. 1250 Album de Villard de Honnecourt (arquitecto)
. 1350 Manuscrito Cooke
. 1390 Manuscrito Regius (edição da tradução de René Dez por Guy Trédaniel, 1985).

 

 


Nestes documentos encontram-se espelhados vários elementos dos chamados Old Charges, ou seja caracterização do maçon como homem leal, honesto e incorruptível, respeitador dos seus irmãos, e da hierarquia de mestre, companheiro e aprendiz, o conhecimento da geometria de Euclides (de Alexandria), a invocação de Deus, para a prática de um mester considerado de arte divina, e que se integra no conceito de arquitectura real (palácios de Reis e Príncipes) e na arquitectura sagrada (de Templos). A solidariedade, o direito à remuneração, a responsabilidade, o dever de transmissão dos conhecimentos aos aprendizes, o respeito pelos juramentos, entre outros elementos caracterizam o estatuto dos maçons, em que o dever da solidariedade suplanta o direito à solidariedade.

Na idade das Luzes, a maçonaria entra no seu período esotérico e moderno, também identificada por maçonaria de adopção. Isto é, os maçons deixam de ser exclusivamente integrados por profissionais de mesteres relacionados com a arquitectura e construção, para receberem também burgueses e nobres. Estão em causa não os segredos de conhecimento operativo, mas sim a elevação (revelação) dos conhecimentos especulativos e espirituais.

 

As datas de referência são aos do início do século XVIII, com a institucionalização da Grande Loja de Londres (por reunião de Lojas pré existentes) e que viria a transformar-se mais tarde na UGLE (United Grand Lodge of England), a Loja Mãe da Maçonaria Universal, com aceitação espiritual do deísmo, e respeito pelo poder civil da Coroa:

. 1717 criação da Grande Loja de Londres
. 1723 Constituições dos Franco Maçons
. 1736 Discurso do Cavaleiro de Ramsay
. 1753 rito da Estrita Observância Templária do Barão Von Hundt
. 1758 Ordem CBCS Cavaleiros Benfeitores da Cidade Santa
. 1772 rito escocês rectificado de Willermoz
. 1778 Ordem dos Cavaleiros Eleitos Cohen de Martines de Pasqually
. 1785 Rito egípcio de Cagliostro

Importante documento a ter em conta são os Landmarks, que de tradição oral foram depois vertidos em versão escrita da Regra em doze pontos, que hoje esta amplamente difundida e acessível em variadíssimos livros e obviamente em numerosos sites da internet. Em termos de referências filosóficas a Maçonaria nesta época recorre francamente aos Livros Sagrados (Bíblia, Tora e Alcorão) e recebe a tradição hebraica da construção do Templo de Salomão, e demais alegorias e simbolismos conexos.

A Maçonaria Contemporânea do século XX e até aos nossos dias acha-se polarizada em Grandes Orientes e Grandes Lojas e em inúmeras outras organizações de Altos Graus (e a que só se pode pertencer em “good standing” nas Grandes Lojas), e de diversos ritos, dos quais os mais frequentes são dos York, o Rito Escocês Antigo e Aceite (REAA) e o Rito Escocês Rectificado (RER).

 

 

Constitui uma forma de expressão mundial e institucionalizada, através de Conferências. As mais importantes são a Conferência Mundial das Grandes Lojas (a II Conferência reuniu-se em Lisboa em 1996, a V será em 2002 em Nova Delli, Índia), as Conferências anuais dos Grão Mestres e dos Grandes Secretários da América do Norte (que incluem os EUA, o Canada e o México), e as Conferências anuais dos Grandes Secretários da Europa.

Trata-se da Maçonaria Institucionalizada e legalizada, com inúmeros Templos, e publicações, com expressão na Internet prevendo-se inclusive em Inglaterra para o próximo dia 16 de Abril de 2002 a consagração da primeira Loja virtual. Esta maçonaria mantém obras de solidariedade social, e abrange o mundo feminino em organizações para maçónicas como por exemplo, a Ordem da Estrela do Oriente, (inexistente em Portugal), além de organizações de influencia maçónica para jovens, a Ordem De Mollay para rapazes, e as Filhas de Job ou o Rainbow para raparigas.

 

 


 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
[ Mais artigos ]
 
E-mail:
Senha:

  Rua 44, Qd 59, N 23- Bequimão - CEP: 65.062-400
São Luís / MA - Tel. 98.81143707/81033333 - divinaluz@lojadivinaluz.com.br